Reposição de Testosterona em Campinas

Tratamento do hipogonadismo masculino seguindo as principais diretrizes científicas.

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Dr. Cristiano Trindade, urologista em Campinas

O que é hipogonadismo masculino?

Hipogonadismo masculino é a condição em que o organismo produz testosterona em quantidade insuficiente, causando sintomas. Ele pode surgir em qualquer fase da vida adulta e ter origens diferentes, o que influencia diretamente a forma de tratar.

Tipos de hipogonadismo

Primário

O problema está nos testículos, que não conseguem produzir testosterona adequadamente, mesmo recebendo o estímulo hormonal.

Secundário

O problema está no comando hormonal, no hipotálamo ou na hipófise, que deixam de estimular corretamente os testículos.

Associado à idade e a doenças

Queda hormonal relacionada ao envelhecimento e a condições como obesidade e diabetes, que muitas vezes melhora com o controle dessas doenças.

Sintomas

  • Baixa libido
  • Disfunção erétil
  • Redução das ereções matinais
  • Cansaço e falta de energia
  • Alterações de humor
  • Perda de massa muscular e de força
  • Aumento da gordura corporal
  • Redução de pelos
  • Perda de massa óssea
  • Infertilidade

Como é feito o diagnóstico (segundo as diretrizes)

As diretrizes da AUA (American Urological Association), da EAU (European Association of Urology) e da Endocrine Society concordam em um ponto central: o diagnóstico exige sintomas e confirmação laboratorial. Na prática, isso envolve:

  • Presença de sintomas compatíveis com deficiência de testosterona
  • Dosagem de testosterona total pela manhã, em jejum, confirmada em pelo menos duas coletas em dias diferentes
  • Valores de referência: a AUA considera baixa a testosterona total abaixo de 300 ng/dL; a EAU usa cerca de 350 ng/dL (12 nmol/L), podendo complementar a análise com a testosterona livre
  • LH e FSH, para diferenciar o hipogonadismo primário do secundário
  • Prolactina, quando indicado
  • Hemograma, com atenção ao hematócrito
  • PSA, para avaliação da próstata
  • Perfil metabólico e, em alguns casos, espermograma

Antes de iniciar: quem não deve fazer reposição

Algumas situações contraindicam a reposição ou exigem uma avaliação ainda mais cuidadosa:

  • Homens que desejam ter filhos em breve: a testosterona externa reduz a produção de espermatozoides, e existem alternativas para esses casos
  • Câncer de próstata ou de mama ativo
  • Hematócrito elevado
  • Insuficiência cardíaca descompensada
  • Evento cardiovascular recente, como infarto ou AVC
  • Apneia do sono grave não tratada

A decisão é sempre individual, tomada em conjunto com o paciente após a análise completa do histórico e dos exames.

Formas de reposição de testosterona

Injetável

Aplicação intramuscular.

Como funciona
Há ésteres de ação mais curta, como o cipionato de testosterona, aplicados em geral a cada 2 a 3 semanas; e o undecanoato de testosterona, de longa duração, aplicado em geral a cada 10 a 14 semanas após a fase inicial.
Vantagens
Eficaz, sem risco de transferência para outras pessoas e com aplicações menos frequentes no undecanoato.
Pontos de atenção
As formulações de ação curta podem gerar picos e quedas nos níveis hormonais entre as doses; maior tendência de elevar o hematócrito; dor no local da aplicação.

Transdérmica (gel)

Gel aplicado diariamente na pele.

Como funciona
Aplicado nos ombros, braços ou abdome, é absorvido de forma contínua ao longo do dia.
Vantagens
Níveis hormonais mais estáveis e próximos do natural, sem agulhas e com ajuste de dose fácil.
Pontos de atenção
Uso diário; risco de transferência para mulheres e crianças pelo contato com a pele (lavar as mãos e cobrir a área até secar); possível irritação local.

Pellets (implantes subcutâneos)

Pequenos implantes inseridos sob a pele.

Como funciona
Inseridos geralmente na região do quadril, com anestesia local, liberam testosterona de forma gradual por alguns meses.
Vantagens
Menor frequência de aplicações e sem uso diário.
Pontos de atenção
Exige pequeno procedimento para a inserção; risco de extrusão (saída do implante), infecção ou hematoma no local; após a inserção, a dose não pode ser ajustada até o fim da liberação.

Situação no Brasil: os pellets de testosterona disponíveis são manipulados, sem registro como medicamento industrializado. A Anvisa proíbe implantes hormonais manipulados com finalidade estética ou de desempenho e mantém regras específicas para uso terapêutico, e sociedades médicas recomendam cautela com esses produtos. Por isso, a indicação de pellets é avaliada com critério e, na maioria dos casos, as formas registradas (injetável e gel) são as primeiras opções.

A escolha da forma de reposição é feita em conjunto com o paciente, considerando rotina, preferências, exames e histórico de saúde.

Ficou com alguma dúvida? Converse com a equipe do Dr. Cristiano.

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Acompanhamento e segurança (segundo as diretrizes)

  • Reavaliação de sintomas e exames em cerca de 3 a 6 meses após o início e, depois, periodicamente (em geral, uma vez por ano)
  • Monitoramento da testosterona, do hematócrito e do PSA
  • O estudo TRAVERSE (2023), com homens com hipogonadismo e risco cardiovascular, não mostrou aumento de eventos cardiovasculares maiores com a reposição, mas registrou maior ocorrência de alguns eventos, como arritmia (fibrilação atrial) e embolia pulmonar. Por isso o acompanhamento médico é indispensável
  • Se não houver melhora dos sintomas após um período adequado de tratamento, a reposição deve ser reavaliada

Reposição não é anabolizante

A Resolução CFM nº 2.333/2023 veda a prescrição de testosterona e outros esteroides anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo.

O uso de hormônios sem indicação e sem acompanhamento pode trazer riscos sérios, como infertilidade, alterações no sangue, problemas cardiovasculares, alterações no fígado e queda da produção natural de testosterona, que pode persistir mesmo após a interrupção.

Por que se tratar com o Dr. Cristiano

Com mais de 18 anos de experiência em urologia, o Dr. Cristiano Trindade é doutor pela USP, formado em Medicina, Cirurgia Geral e Urologia pela Unicamp, mestre em Ciências da Cirurgia e possui formação em cirurgia robótica e laparoscopia na Alemanha.

Urologista com mais de 18 anos de experiência e formação pela Unicamp e pela USP, o Dr. Cristiano Trindade faz uma avaliação completa da saúde masculina — próstata, fertilidade e função sexual — junto com a avaliação hormonal.

Atende em consultório na Praça Capital, em Campinas. Cada paciente recebe uma avaliação individualizada, com explicações claras e acompanhamento próximo. CRM-SP 129.489 · RQE 94655.

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O que dizem os pacientes

“Dr. Cristiano foi incrível em todo o tratamento que fiz, muito atencioso, tranquilizou a mim e minha família sobre a cirurgia, foi bem acessível no pós-cirúrgico e ficou à disposição para quaisquer dúvidas. Excelente profissional. Super recomendo!”

João Amorim

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Perguntas frequentes

Tratamento moderno, seguro e com acompanhamento próximo. Sua saúde urológica merece o melhor cuidado.

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